Site da rede
Artistasgauchos.com.br
artistasgauchos.com.br

Críticas

 Sergius Gonzaga, Professor de Literatura Brasileira da UFRGS, sobre "O silêncio mais profundo" romance de Oscar Bessi:

“O silêncio mais profundo é uma narrativa surpreendente. A começar pelo domínio técnico do autor, capaz de construir a história a partir do tempo presente, abrindo-a pouco a pouco em direção a sucessivas ondas de passado, que vão delineando a existência do protagonista, sua silhueta moral e seus traços psicológicos, em um vaivém temporal constante e muito bem articulado. Estas evocações contínuas mescladas à situação dramática nuclear – um tenso ataque a um banco de pequena cidade do interior, realizado por quadrilha de malfeitores – confere ao romance (ou à novela) a crispação e a atmosfera de suspense raramente encontrada na ficção sulista. Além da segurança com que maneja a composição estrutural do relato, Oscar Bessi apresenta um personagem quase ausente na literatura brasileira: o policial militar. (O admirável Sargento Getúlio, de João Ubaldo Ribeiro não conta, pois se trata de um jagunço a serviço de cacique político sergipano, que foi alçado ao posto na Força Pública por ter assassinado vinte inimigos de seu chefe). O sargento Amado de O silêncio mais profundo é um dos pouquíssimos representantes dessa categoria de homens rudes e simples, que arriscam a vida para defender os valores mais elementares da civilização, recebendo salários míseros, quando não a hostilidade de setores que julgam ser o crime um direito social. Ao contrário da perspectiva preconceituosa e esquemática com que muitos escritores brasileiros examinam o policial militar, Bessi investiga a alma e as ações do protagonista de sua narrativa “por dentro”. Desvela suas fraquezas, suas omissões, seus medos, mas também sublinha sua coragem, sua ética, sua capacidade de sacrifício. É um policial duro, que não transige com a corrupção dos políticos, que não aceita as teorizações abstratas de alguns de seus chefes e que audaciosamente – contando apenas com um soldado e tendo de vencer o próprio medo e a angústia da morte – dispõe-se a enfrentar o grupo de marginais que ataca a pequena cidade. Não se trata de um herói inteiriço, sem mácula e sem contradições, mas o sargento Amado, nas circunstâncias banais de sua existência, ergue-se como exemplo de ser humano comprometido com o dever e com a defesa de sua comunidade ameaçada pelos bárbaros. Li a novela de uma única assentada, o maior elogio que se pode fazer a qualquer narrativa longa. Tenho certeza de que os leitores concordarão comigo”.

Luis Fernando Veríssimo, sobre o livro MARX NÃO FOI À PRAIA:


“Jeito e olhar. Jeito para escrever e um olhar perspicaz e diferente sobre as pessoas e as coisas. Não é preciso mais nada para ser um bom cronista. E isto o Oscar Bessi Filho tem. Jeito e Olhar. Jeito de olhar. Portanto, tudo.”

Oscar Bessi - retratista do presente. Por Pedro Stiehl, Revista Diversa, novembro 2009, e blog do Pedro Stiehl – mais em http://www.pedrostiehl.com.br/?pag=blog&post=140


"Perceber o cotidiano, ser voyeur das próprias fraquezas, sacar da realidade o que ela tem de símbolo, as intenções por trás dos atos, desnudar o que trazemos escondidos sob o nome de tabu, de preconceito, de estupidez, enfim, a velha e boa fragilidade humana. E, ao mesmo tempo, ser capaz de perceber nossas virtudes, as idéias claras, o que do humano faz evoluir nossa humanidade. Se você encontrar alguém com estas percepções e que, ainda mais, consegue retratá-las com astúcia, de forma que ele nos enrede em nossas próprias tentativas de nos enganar, eis o escritor, o cronista de mão cheia, a consciência do tempo, o imprescindível desmistificador, o cara: você pode até não se dar conta, mas é muito possível que você tenha encontrado Oscar Bessi Filho.”
Continua em:  http://www.pedrostiehl.com.br/?pag=blog&post=140

Marx Não foi à Praia – por Uili Bergamin, dezembro 2009, Revista Acontece Sul, Caxias/RS, e blog do autor em http://uilibergamin.blogspot.com/2009/11/marx-nao-foi-praia.html


“Tudo que se quer de um bom cronista está em Oscar. Tudo que se espera da boa crônica está neste livro, que é uma seleção de textos publicados em jornais e páginas da internet. Analisando o cotidiano com humor - prerrogativa do gênero - brincando com pessoas, ideologias e com a própria profissão - o autor é Capitão da Brigada Militar e vice-presidente administrativo da Associação Gaúcha de Escritores - este nos apresenta textos rápidos, às vezes irônicos, às vezes ácidos. Sempre inteligentes.” Mais em: http://uilibergamin.blogspot.com/2009/11/marx-nao-foi-praia.html

Valesca de Assis, sobre o livro Marx não foi à Praia:


“O bom cronista está ali todos os dias, na esquina, a observar a vida. Do agir humano, busca o extraordinário, mas também as banalidades. Desse material cotidiano transfigurado construirá sua literatura. É o que faz Oscar Bessi, com felicidade, competência e um tanto de ironia, em seu Marx não foi à Praia.”

Leonardo Brasiliense, sobre o livro Marx não foi à Praia:


O Oscar cumpre a função da lei da Física: ação e reação. O cronista reage ao mundo. E mesmo que o mundo seja de embrulhar o estômago, ele reage com humor, sempre com humor, mas nunca deixando de nos cutucar: riu?, então agora é contigo, reage.”

Luis Dill, sobre o livro Marx não foi à Praia:


“As crônicas do Oscar visitam e remexem o interior das palavras e do cotidiano o que, convenhamos, não é pouca coisa.”

Luiz Heron, especialista em literaturas de língua portuguesa pela UFRGS, editor e livreiro da Palavraria Café, em Porto Alegre, sobre o livro Marx não foi à Praia.


“Saio agora como se saísse – me permitam a imagem estapafúrdia – de uma fina rotisseria literária. Saboreando como doces finos a escrita às vezes irônica, às vezes indignada, às vezes didática, às vezes complexa – mas sempre inteligente e criativa. Um texto que me lembra – sem saudades – do Stanislau, do Luís Fernando e do Barão. As qualidades não precisam ser procuradas, elas se mostram imediatamente todo o tempo: a precisão dos diálogos, a limpidez das frases, a urgência dos temas. E, sobretudo, a graça! A prosa de Oscar nos ajuda a suprir essas lacunas de nossa orgulhosa ignorância – mas faz isso com a nossa língua de rua, de todo o dia, sem nunca indignificar a língua portuguesa. Longa vida ao escritor, que os escritos estão garantindo a dele.”

Leia Maria da Silva Bertoldo, professora e organizadora da Feira do Livro de Santo Ângelo, na Fenamilho Internacional, sobre o conto “o fio da espada”:


“Admiro os contos do Oscar porque eles demonstram a realidade, na sociedade de hoje. Seu vocabulário popular, demonstra com clareza, sem ser vulgar, a história que ele está narrando.”

site elaborado pela wwsites - sites para escritores